Ceticismo
A cada dia me torno um pouco mais cético. E a nova vítima de minha descrença crônica é a tal da balança. Com essa história de ir pra academia, agora tenho me pesado com certa freqüência. E estou chegando à conclusão que a tal da balança marca só o que ela quer, sem muito sentido nesta marcação. Obviamente ela evita desvios muito grandes, para sua farsa não ficar tão descarada assim. Mas ontem, juntando algumas peças, eu consegui desmascará-la.
No dia 12 subi na balança pela primeira vez: A dita cuja sentenciou impiedosos 76,7. Tornei a malhar na 5a e na 6a feira, mas sem coragem de encarar novamente esse vexame. Tive um fim de semana bem controlado, cujo único excesso foi um hamburguer com milk shake (de ovomaltine, é claro) no Bobs e um pouco de comida oriental.
Depois, no dia 17 fui lá mais uma vez: 76,5. hmmmm... um pouco melhor. Passados dois dias, lá vou eu novamente: 75,4. UAU! Saí da academia até com um sorriso meio bobo na cara, o que ajudou até a esquecer do corpo todo dolorido.
Ontem me enchi de razão mais uma vez para tentar derrotar essa maldita balança, mas qual foi minha surpresa? 76,5! Pelo visor dava até pra ver o sorriso sádico da balança, que só faltou falar pra tirar uma onda com a minha cara.
Eu até acredito que estou mesmo com os 76,5 o problema foi a marcação intermediária de 75,4. Não dá pra ter uma variação tão grande assim de peso sem mais nem menos. Até que ganhar um quilo, ou perdê-lo de uma hora para outra faz sentido, mas o que não dá pra engolir é essa história de perder um quilo e tornar a ganhá-lo dentro da mesma semana!
Outra coisa que me deixa um pouco curioso: Eu não mudei em nada a minha alimentação, nem pra melhor, nem pra pior, nem pra mais, nem pra menos. Antes eu só comia, comia e comia e estava mantendo o peso. Agora eu to me rasgando na academia, com praticamente uma hora diária de esteira, e eu não consigo perder uma grama sequer. Não que eu queira perder peso, mas só quero entender pra onde íam essas calorias que eu ingeria e não consumia. Qual era a mágica para deixá-las armazenadas e não perdê-las.
Seja lá como for, quando voltar na academia, vou anunciar com toda a satisfação àquela infeliz balança que ela agora se encontra no seleto grupo de pessoas/grupos/coisas/lendas que eu não acredito mais, composta pelo Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Mecânicos, Pedreiros (esses entraram na lista durante a reforma da casa antes do casamento), Médicos, Advogados, Discos Voadores e outros.
Vinicius Ronconi - Duvidando de tudo e de todos

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