Arquivo de Pensamentos

Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez. (Jean Cocteau)

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segunda-feira, janeiro 31, 2005

Fim de Semana com um pouco mais de sorte

O último fim de semana foi marcado pelo péssimo atendimento em todos os estabelecimentos comerciais que nos aventuramos a prestigiar. Pelo menos desta vez tivemos mais sorte.

Na sexta feira foi o aniversário da Talita, então saímos para comemorar. Como o Coronel Picanha estava muito cheio, com dificuldades para conseguir estacionar nas redondezas, optamos por ir conhecer o "Sabor do Sul", perto do nosso restaurante de comida oriental preferido (a saber Yahoo). Fomos muito bem atendidos, e a comida realmente muito boa. Além de que o preço ficou mais em conta do que no Coronel Picanha. Certamente voltaremos lá em outras oportunidades.

O sábado foi bem tranquilo, em casa mesmo. Chamamos os respectivos pais e um casal de amigos da Talita para comer um bolo lá em casa. Foi bem divertido, mas eu sou meio suspeito, já que gosto muito dessas reuniões informais.

Fechamos o domingo com um passeio ao Moxuara, que foi muito interessante. O parque (Vale do Moxuara, acesse em http://www.valedomoxuara.com.br/) está muito bem organizado, com o pessoal do atendimento muito educado e solícito. As opções são bem variadas, com opções para as crianças (pedalinho, piscina natural, espaço para brincadeiras, ..) até adultos, com rapel e escalada (artificiais, com 15m de altura), trekking, pesque-e-pague, ..

Enfim, um fim de semana bem divertido e com atendimento infinitamente superior ao último fim de semana. Ainda nos resta um fio de esperança..

Vinicius Ronconi - Queimado de sol

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Sem posts, mas com links

Hj to meio enrolado então não vai rolar post.

Mas pelo menos vou deixar três sugestões de leitura bem interessantes. Ao contrário de mim, esses sujeitos são preparados para o ofício. São colunistas da Folha de SP:

João Pereira Coutinho - Fora do Prazo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult2707u3.shtml


Luis Caversan - Magrinhos Demais
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult513u178.shtml


Hélio Schwartsman - Universidade para Poucos
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult510u178.shtml


Vinicius Ronconi - Colunista Amador

terça-feira, janeiro 25, 2005

Ceticismo

A cada dia me torno um pouco mais cético. E a nova vítima de minha descrença crônica é a tal da balança. Com essa história de ir pra academia, agora tenho me pesado com certa freqüência. E estou chegando à conclusão que a tal da balança marca só o que ela quer, sem muito sentido nesta marcação. Obviamente ela evita desvios muito grandes, para sua farsa não ficar tão descarada assim. Mas ontem, juntando algumas peças, eu consegui desmascará-la.

No dia 12 subi na balança pela primeira vez: A dita cuja sentenciou impiedosos 76,7. Tornei a malhar na 5a e na 6a feira, mas sem coragem de encarar novamente esse vexame. Tive um fim de semana bem controlado, cujo único excesso foi um hamburguer com milk shake (de ovomaltine, é claro) no Bobs e um pouco de comida oriental.

Depois, no dia 17 fui lá mais uma vez: 76,5. hmmmm... um pouco melhor. Passados dois dias, lá vou eu novamente: 75,4. UAU! Saí da academia até com um sorriso meio bobo na cara, o que ajudou até a esquecer do corpo todo dolorido.

Ontem me enchi de razão mais uma vez para tentar derrotar essa maldita balança, mas qual foi minha surpresa? 76,5! Pelo visor dava até pra ver o sorriso sádico da balança, que só faltou falar pra tirar uma onda com a minha cara.

Eu até acredito que estou mesmo com os 76,5 o problema foi a marcação intermediária de 75,4. Não dá pra ter uma variação tão grande assim de peso sem mais nem menos. Até que ganhar um quilo, ou perdê-lo de uma hora para outra faz sentido, mas o que não dá pra engolir é essa história de perder um quilo e tornar a ganhá-lo dentro da mesma semana!

Outra coisa que me deixa um pouco curioso: Eu não mudei em nada a minha alimentação, nem pra melhor, nem pra pior, nem pra mais, nem pra menos. Antes eu só comia, comia e comia e estava mantendo o peso. Agora eu to me rasgando na academia, com praticamente uma hora diária de esteira, e eu não consigo perder uma grama sequer. Não que eu queira perder peso, mas só quero entender pra onde íam essas calorias que eu ingeria e não consumia. Qual era a mágica para deixá-las armazenadas e não perdê-las.

Seja lá como for, quando voltar na academia, vou anunciar com toda a satisfação àquela infeliz balança que ela agora se encontra no seleto grupo de pessoas/grupos/coisas/lendas que eu não acredito mais, composta pelo Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Mecânicos, Pedreiros (esses entraram na lista durante a reforma da casa antes do casamento), Médicos, Advogados, Discos Voadores e outros.

Vinicius Ronconi - Duvidando de tudo e de todos

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Péssimo Atendimento

Sem dúvida este foi um fim de semana bem divertido, tendo como ponto alto o passeio de escuna partindo do cais do Hidroavião em Sto Antônio e indo para o lado do mangue, até perto da UFES. Foi um passeio fantástico, que vale a pena fazê-lo. Tirei algumas fotos que devo estar publicando em breve em algum outro lugar.

Mas uma coisa que não pude deixar de perceber foi o péssimo atendimento em diversos estabelecimentos comerciais de Vitória, que não vou poupar seus nomes.

Já começamos bem na sexta feira, quando Talita e eu fomos comer um sanduíche no Hamburguesia lá de Jd Camburi e ficamos mais de5 minutos sem que alguma alma caridosa nos trouxesse o Cardápio. O pior é que um dos garçons já havia nos visto e eu já tinha feito um sinal para ele indicando que queria o cardápio. Acho que saímos de lá sem eles nem perceberem que havíamos deixado o estabelecimento. Mas como ali estava muito lotado, acho que vamos voltar ali outra vez para tirar a prova, além de que o sanduíche é uma delícia.

No sábado outra experiência para se esquecer, mas desta vez no Mr. Dog, outro local que sempre costumamos ir, e cujo cachorro quente (self-service) é muito bom. Eles alugaram também a loja ao lado, dando mais espaço para quem quer se servir e fazer pedidos. Só que eles simplesmente mudaram o balcão com os complementos de lugar, o que deu possibilidade de mais gente poder se engalfinhar para conseguir um pouco de qualquer um dos complementos, o que gerou um novo problema: As coisas estão terminando muito mais rápido, e as senhoras que trabalham lá não são capazes de repor os itens em tempo suficiente. Quando fomos nos servir, simplesmente não tinha mais 2 dos 4 molhos, milho, batata palha e queijo ralado. Mas enfim, como a expansão ocorreu a pouco tempo, prefiro acreditar que novos balcões para os complementos estarão sendo providenciados.

Mas sem dúvida nenhuma o grande momento do fim de semana foi depois do passeio de escuna. Por coincidência, todo mundo que estava na escuna (entre 30 e 40 pessoas) foram para o mesmo restaurante na Ilha das Caieiras, para provar os tãos famosos pratos das desfiadeiras de siri da região. Escolhemos o restaurante "Mirante da Ilha", que parecia ser aquele com melhores instalações.

Estávamos num grupo com 7 pessoas: Meus pais, meu irmão com a namorada, Talita, eu e minha cunhada. Destes apenas meu pai estava bebendo cerveja. Resolvemos então pedir um refrigerante de dois litros. A moça que nos atendia informou que não possuíam garrafas de dois litros. Resolvemos então fazer o óbvio: pedir duas garrafas de um litro, mas para nossa surpresa a moça se recusou a trazer as duas garrafas, com o argumento de que seria muito para nós, e um litro seria mais que suficiente.

Num primeiro momento achei que fosse um delírio da minha parte, enquanto tentava fazer uma conta bem rápida, que foi dividir um litro por 6 pessoas. Concluí que isso daria menos de 200ml por pessoa, portanto menos de um copo para cada um. Se por um lado me senti aliviado por não estar doido, por outro me senti irritado com tal afronta da moça que nos atendia, mas segurei o impulso de levar essa discussão adiante.

Mais tarde acho que descobri o real motivo da recusa em trazer as duas garrafas para nossa mesa. Quando cada um bebeu a fração de copo que tinha direito, tentamos em vão pedir uma nova rodada de refrigerantes. Ficamos lá por um bom tempo tentando chamar a atenção que qualquer um dos responsáveis pelo atendimento, mas foi em vão. A Talita se encheu de razão e foi até lá no balcão para pedir diretamente para os caras que estavam por lá, mas já não havia refrigerantes em garrafas de 1 litro também.

No momento em que havíamos pedido os refrigerantes pela primeira vez aproveitamos para pedir também as entradas e os pratos principais. Depois de toda esta confusão por causa do refrigerante a garçonete finalmente aparece por lá com uma excelente novidade: Uma das entradas não estava mais sendo servida pelo restaurante. Só que ao invés de nos dar a oportunidade de substituir o pedido, ela simplesmente virou as costas e foi atender outras mesas.

Mais tarde tiveram algumas brincadeiras meio sem graça, mas preferi ignorar, mas uma delas em especial me chamou a atenção: Como o dia estava muito quente e o restaurante não era devidamente ventilado, todos no local estava transpirante bastante, e a infeliz nos tece o seguinte comentário: "Vocês já estão suando? Esperem só até os pratos chegarem, pois aí sim vocês vão pingar pra valer". Neste momento liguei o dispositivo para filtrar tudo o que ela falava.

Depois de toda esta aventura, fomos para casa descansar um pouco, para à noite irmos à Igreja Presbiteriana da Mata da Praia, onde alguns conhecidos frequentam. Depois do culto fomos com um grupo numa pizzaria em Jd Camburi (Rafaello's). Estávamos num grupo com cerca de 10 pessoas, e pra começar a brincadeira pedimos duas pizzas grandes e os refrigerantes. As pizzas chegaram, mas não havia ketchup (ou seja lá somo se escreve esse negócio) e os refrigerantes também não foram entregues. Pedimos novamente estes itens para o garçon, mas foi inútil. As respostas foram: "É que estão colocando o ketchup e a maionese num potinho" e "Estão cortando o limão para colocar no copo". Depois que quase todos haviam terminado de comer, finalmente o ketchup e o refrigerante chegaram. Com todo este drama, nem preciso dizer que não pedimos mais nada por ali né? Ah, e a pizza tbm não era das melhores.

Fechamos a conta e fomos para uma outra pizzaria, a Romana's, onde finalmente conseguimos um bom atendimento. E foi uma boa surpresa, pois sempre que passo por ali nunca dei a menor bola para esta pizzaria, mas valeu a pena, pois além do bom atendimento a pizza é uma delícia.

Bom, ficam aí as dicas de locais que devem se evitados, caso não queira passar raiva com o atendimento.


Vinícius Ronconi - Se transformando num Velho Ranzinza ou apenas Indignado com péssimo atendimento

sábado, janeiro 22, 2005

Revisão do Sistema Carcerário

Já que os posts anteriores desta semana foram sugestões, aqui vai mais uma.

Durante a semana vimos que uma vistoria realizada pelo Poder Judiciário na Casa e Custódia de Vila Velha gerou um parecer técnico sobre o que já sabíamos: O local não está em condições ideiais de funcionamento, com grades em situação precária, agentes de segurança sem condições de vistoriar o presídio em sua totalidade, celas com ligações entre si, população carcerária 3 vezes maior do que a capacidade do presídio

Além disso, o Excelentíssimo Senhor Governador da Califórnia, vulgo Exterminador do Futuro (é claro que não vou me arriscar a escrever o sobrenome dele aqui), autorizou uma pena de morte, algo que não acontecia a mais de três anos no estado.

Dada a explicação sobre o que me motivou a escrever sobre o tema, vou começar logo pela idéia mais polêmica: Acredito que a pena de morte deveria ser instituída no Brasil. Sei que estou na contra mão de tudo e de todos, já que a única nação desenvolvida do planeta que ainda usa a pena de morte são os EUA. Mas penso que esta é a melhor solução em alguns casos.

Esta pena não deveria ser aplicada a pessoas que cometeram um crime uma única vez, mesmo que isso implique em dezenas de vidas (por exemplo o Sérgio Naya), ou por mais bárbaro que o crime possa parecer (como a Suzanne, parente do Barão Vermelho, que premeditou a morte dos pais). Esta pena deveria ser aplicada apenas para casos com muitas reincidências para um mesmo crime, como por exemplo o Maníaco do Parque.

Além disso, o processo para o sujeito finalmente chegar no seu grande momento deveria ser bem complexo. O julgamento precisa ocorrer em todas as instâncias possíveis, além de permitir a investigação pela própria sociedade civil, por um período determinado, como por exemplo 10 anos. Se neste prazo nenhuma novidade aparecer sobre o assunto, podem encomendar a missa de corpo presente.

Antes que aqueles que acreditam que um erro pode acontecer, e o preso não seja realmente culpado, deixo uma pergunta: Deixar um inocente preso por 10 anos não é o mesmo que matá-lo socialmente? Ficar 10 anos preso indevidamente terá acabado com sua vida profissional, afinal em qualquer área que o indivíduo fique 10 anos afastado, ele certamente estará alheio às novidades e estará despreparado para seguir sua profissão. Até mesmo sua vida pessoal não será mais a mesma.. A intimidade que se perde com o conjuge e filhos, o contato com os amigos, a desconfiança da sociedade em geral. Mesmo que ainda esteja vivo, ele terá perdido sua vida tal como ela era.

Apesar de favorável à pena capital, sou contra à prisão perpétua. Pelo caso geral, eu acredito que o homem é capaz de mudar, tanto que sou contra a pena de morte para réus primários em um tipo de crime. Talvez ele não tivesse plena consciência do impacto que tal ação teria, e se arrependa do ato. Já o sujeito que repetiu o mesmo crime uma meia dúzia de vezes não parece muito disposto a mudar de vida. E se eu não acredito que não vale mais a pena deixar este sujeito retornar ao convívio com a sociedade, é melhor então matá-lo de uma vez.

Isso reduz o tempo de sofrimento do próprio preso e da família, que teria que aguentar uma vida de reclusão, e no fim uma morte natural. Desta forma se sofre apenas a morte de uma vez, sem ter que ficar esperando por tanto tempo. Mas a vantagem fica principalmente para o estado, que não precisa arcar com os custos de manter esse sujeito vivo e consumindo recursos para o resto da vida, sem a possibilidade de retornar à sociedade.

Bom, não vou falar que dependendo dos crimes e do comportamento do detento ele mereceria inclusive uma morte bem devagar e dolorosa, pois aí que os poucos cidadãos que estarão lendo este texto me acharão doido de pedra. Mas não, eu não rasgo dinheiro, nem jogo pedra em avião.

Outra medida que já vem provando dar certo é a privatização dos presídios brasileiros. Acho que o governo não deveria gastar tanto esforço com a manutenção destes presos. Os presídios deveriam ser privatizados, e os concessionários deveriam pagar multas altíssimas por qualquer fuga ou comprovação de abusos de qualquer natureza lá dentro. Claro que o governo teria de pagar um pouco mais por isto, mas pelo menos haveria a garantia de um serviço de qualidade.

Estes presídios privatizados deveriam possuir cursos supletivos de primeiro e segundo grau, ensino profissionalizante e oportunidade de trabalho para os detentos. Afinal, o período em reclusão deve servir como uma forma de prepará-lo para voltar ao convívio com a sociedade, então nada melhor do que dar oportunidade de educação e trabalho para aqueles que não possuem este tipo de preparação, além de mantê-los devidamente ocupados para não ficarem de bobeira. Como já diziam os mais antigos, cabeça vazia é oficina do diabo.

E finalmente, acho que uma boa revisão dos crimes que merecem reclusão também seria essencial. Tem muita gente presa atualmente por pequenos delitos, que não necessitariam de prender os indivíduos para corrigí-los. Acho que penas alternativas são válidas, como prestar serviços gratuitos para a comunidade, ou ainda o pagamento de fianças. Quando muito, o sujeito se apresentar numa periodicidade definida a uma delegacia ou algum outro órgão competente. Será que é realmente necessário prender um sujeito desempregado que num momento de desespero tentou sair de um supermercado com alimentos escondidos? Ou mesmo em casos de desvios de dinheiro público, será que prender é mesmo a melhor saída? Acredito que em primeiro lugar, deveria se cobrar a devolução dos bens, além de cobrar uma fiança proporcional ao valor desviado. Somente no caso de não cumprimento, aí sim o sujeito passaria uns dias no xadrez só pra poder servir de pressão para a devolução dos bens.

Bom, é isso.. acabei gastando mais tempo do que previa para este post, mas tá valendo.
Vinicius Ronconi - Candidato a Secretário de Justiça

terça-feira, janeiro 18, 2005

Proposta para o Centro de Vitória

Ontem falei sobre a possibilidade de criar o transporte aquaviário aqui na Grande Vitória, e pelo menos sob minha ótica (leiga), parecia ser uma proposta viável. Mas para hoje acabei viajando demais na maionese: A revitalização do Centro de Vitória.

Acho o Centro muito bonito, por conta de seus prédio antigos, datados de 18evovódevelotrol, mas boa parte deles está com a fachada pessimamente conservada. Vez por outra algum político fala na possibilidade de iniciar um projeto de revitalização do Centro, mas essas coisas nunca vão adiante. É o velho problema de só querer fazer aquilo que garante votos. Para revitalizar o Centro seriam necessários mais de 10 anos, o que só daria os louros da glória para os políticos da época.

Bom, como já falei no post de ontem, a primeira ação a ser tomada é esvaziar um pouco o fluxo de pessoas nesse lugar. Começando por transferir todas as repartições públicas para outros pontos da cidade. Por exemplo, transferindo o fórum para alguma outra área, certamente diversos advogados iriam se mudar também. E por aí vai: Secretaria da Fazenda, Agência Fazendária, BANDES, Justiça Federal, Escelsa, enfim, esse monte de coisa que tem por aqui.

Para ajudar neste trabalho de reduzir o tráfego por aqui, instituir alguma cobrança para quem quiser trafegar com carros particulares por aqui. Os transportes coletivos estariam dispensados desta cobrança. Além disto, o estacionamento rotativo também poderia ser expandido pra qqer canto em que alguém se atreva a estacionar um carro.

Isto geraria uma redução muito grande no volume de veículos transitando por aqui, com isto seria possível "fechar" uma das três avenidas, permitindo apenas o trânsito de pedestres. Ou melhor ainda: Recriar os antigos bondes que circulavam na cidade no início do século passado, claro que de forma bem turística. Pegando desde o início do centro (sentido P Canto x Vila Rubim), passando pela Cidade Alta, visitando as igrejas antigas, indo ao Parque Moscoso e terminando na Vila Rubim.

Uma bela reforma na fachadas dos prédios antigos também não seria nada mal.. Afinal, chega a dar pena olhar para o prédio do Teatro Glória.. Uma construção bem legal, mas que está suja e destruída. Com um pouco de boa vontade e investimendo é possível recuperar todas estas construções.. Vide o Teatro Carlos Gomes e o Posto de Atendimento da Escelsa na Costa Pereira.

Já que falamos em Teatros, uma boa reforma interna nestes teatros seriam muito bem vindas, afinal é de fazer vergonha receber reclamações de alguns artistas (como a Fernanda Montenegro) a respeito da estrutura do teatro. Aliás, se eu tivesse grana para tal, certamente construiria um teatro bem legal aqui em Vitória. Sempre que tem alguma peça legal por aqui o teatro lota e não são raras as vezes que os artistas precisam realizar apresentações extras. É claro que além do teatro, poderiam ressurgir os cinemas aqui no Centro (que acabaram depois que os shopping centers ganharam espaço) e algumas boates.

Nestes prédios que o governo estará desocupando aqui no Centro, poderiam ser criados museus e espaços culturais. Afinal, um estado cuja história se iniciou em 1535, e conta com a presença de imigrantes italianos, alemães e poloneses certamente tem muita história para contar.

Um incentivo para instalações de bares e restaurantes temáticos, sobre estas culturas também seria muito interessante, garantindo ainda um fluxo bom de pessoas também durante a noite. Lembro muito do Downtown, lá na Barra da Tijuca, que é um shopping aberto. Lá durante o dia funcionam alguns escritórios, clínicas e até uma universidade. No térreo de cada um dos pequenos prédios que compõem o shopping funcionam bares, o que garante movimento no lugar praticamente 24 horas por dia.

Bom, acho que viajei demais, mas seria bem interessante ver o centro se transformando num local histórico e cultural, voltado principalmente para o turismo, que ainda é tão pouco explorado aqui no ES, por culpa da própria população que não conhece o lugar onde vive.

Vinicius Ronconi - Um sonhador

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Proposta para Transporte Público da Região Metropolitana

Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito de Vitória, João Coser (PT), anunciou aos quatro ventos que a construção de um metrô de superfície seria um dos planos para a melhoria do transporte público de Vitória (e consequentemente da Região Metropolitana. Acho a idéia muito legal, mas será que esta é mesmo a melhor saída?

Temos exemplo de outras cidades, maiores e mais importantes politicamente do que Vitória, que iniciaram a construção do metrô e hoje possuem tremendos elefantes brancos espalhados pela cidade. Salvador mesmo está lá com suas obras interrompidas, depois anda mais um pouquinho, descansa um pouquinho, suga um monte de dinheiro e até hoje a população não pode usufruir desta "maravilha".

Não sei exatamente como funcionaria este metrô de superfície, mas fico me perguntando quais seriam de fato suas vantagens. Como ele está no mesmo nível do trânsito, creio que a velocidade não seja exatamente sua grande vantagem, pois ou ele também precisará obedescer a sinalização ou precisará utilizar roteiros alternativos que não serão práticos para a maioria da população.

Eu concordo que a melhoria nos transportes públicos é a melhor solução para o trânsito caótico da região, mas tenho lá minhas dúvidas se a construção deste metrô, que irá consumir uns bons milhões, é mesmo a melhor solução. Principalmente quando temos um tremendo potencial de utilização do transporte marítimo que simplesmente não é explorado na cidade.

Segundo boatos, a CETURB (órgão responsável pelo transporte urbano) já ofereceu a estrutura atualmente existente para algumas empresas privadas explorarem os terminais aquaviários, mas as empresas declararam que o serviço não tem como se manter. Se for simplesmente para manter a estrutura tal como era antes, realmente não se torna viável, mas com um pouco de visão e investimento é possível obter lucros explorando esta opção.

Aqui vão minhas propostas:

1 - Deslocar toda estrutura do governo (em todas esferas) do Centro para áreas mais novas da cidade. O centro da cidade possui muito movimento e suas ruas estreitas não suportam tantos veículos circulando por ali. Certamente se todas as instituições do governo saírem dali, alguns escritórios também se mudariam, por precisarem ficar próximos às instituições (como o Fórum por exemplo). Bom, mas essa revitalização do Centro poderá ser melhor discutido num post específico sobre este assunto. Aqui só vou me prender a reduzir um pouco a concentração de pessoas num local que não possibilita expansão das vias públicas.

2 - Terminar a expansão da Fernando Ferrari. Bom, este é por motivos óbvios né.. O princípio mais básico que existe: se começou alguma coisa, então termine!

3 - Reformar os terminais aquaviários. Atualmente existem poucas opções de terminais aquaviários: Prainha e Paul em Vila Velha, Dom Bosco e Centro pelo lado de Vitória. Todos estes terminais se encontram em estado lastimável, sendo que o Dom Bosco inclusive está quebrado. Uma boa reforma ali para garantir o mínimo de conforto para os usuários seria muito interessante.

4 - Criar novos terminais e utilizar outras estruturas existentes para o transporte marítimo. Algumas sugestões de locais interessantes: Em Vila Velha, poderia ser criada uma nova opção na Glória (próximo ao presídio) e outro terminal em São Torquato, perto do Museu Ferroviário. Em Vitória, poderiam utilizar o cais do Hidroavião e o píer da Iemanjá, além de construir novas opções: No píer atrás do Shopping Vitória e no canal perto da UFES (para isto precisaria reformar as pontes para que ficassem mais altas, permitindo que as lanchas passassem por ali). Cariacica também poderia possuir um terminal. Não sei o nome do bairro, do outro lado da Baía tem um bairro por ali que poderá ser facilmente atendido.

5 - Integração com o transporte rodoviário. Durante a gestão anterior, o transporte aquaviário não possuía integração ao sistema rodoviário. Desta forma, somente quem morava E trabalhava próximo aos terminais utilizavam o serviço, caso contrário precisariam pagar uma passagem adicional para utilizar o transporte rodoviário. A solução seria então permitir o traslado entre o terminal aquaviário e o terminal rodoviário sem qualquer custo adicional. Além disto, a garantir de sempre haver um ônibus (ou uma van, ou seja lá o que for) disponível no momento em que a lancha encostar no terminal, para que os usuários não fiquem esperando.

6 - Renovar a frota marítima, já que as lanchas antigas eram feias, velhas e lentas. Novas lanchas permitindo maior conforto, como proteção contra a chuva nos dias de tempo instável. Se possível, que elas também sejam um pouco mais rápidas do que as antigas, que deixavam muito a desejar neste sentido.

7 - Melhoria no transporte público rodoviário, especialmente no horário de pico. Alguns dos principais problemas atuais são os ônibus lotados, os horários que não são cumpridos como deveriam e o número baixo de veículos em algumas rotas. Tenho a impressão que os ônibus municipais sofrem um pouco menos com este problema, mas os ônibus do TRANSCOL vivem lotados, inclusive nos fins de semana.

Bom, é claro que não fiz nenhum estudo de viabilidade desta "proposta", mas tenho a impressão de que isso seria mais eficiente e principalmente mais barato que essa idéia megalomaníaca de construir metrô.

Vinicius Ronconi - Candidato a Secretário de Transportes

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Observando o fluxo dos navios

Sem dúvida essa cidade é muito bacana: Estou trabalhando num edifício que fica de frente para o porto. São poucas as cidades com movimento portuário tão grande como o nosso. Menos ainda são aquelas que o porto fica tão próximo da população em geral. Quando os navios estão fazendo manobra na parte mais larga da Baía de Vitória, os navios devem ficar a cerca de 20 ou 30 metros dos pedestres.

Daqui da janela do 6o andar, dá pra acompanhar o movimento dos navios dos Portos de Capuaba e Vitória, o que já virou meio que um hobbie. Identificar as cias que operam nestes portos, como MSC, Maersk Land, Gearbulk e o mais legal de todos: Grimaldi Lines. Esse é um navio amarelo e branco, bem alto e fechado, que mais parece um caixote. MSC e Gearbulk também possuem alguns navios bem maiores e novos que são muito bacanas tbm. Mas certamente nenhum deles se comparam aos transatlânticos que encostam aqui de vez enquando.

Já tem uns dias que tem um navio da Coréia do Norte (observar as bandeiras tbm é uma diversão à parte) tá encostado aqui sendo carregado, provavelmente de café. Este é certamente um dos navios mais feios que vi por aqui, com um agravante: A tripulação do navio também parece ser bem sofrida, com aparência suja e cansada.

Apesar desta introdução tão legal, onde quero me prender é justamente nesta parte: A realidade da tripulação destes navios. Deve ser um negócio bem esquisito, passar tanto tempo dentro de um navio, longe da família, dos amigos, da própria casa, sempre com as mesmas pessoas ao seu redor, com o agravante da extrema maioria ser composta por homens.

Junte-se a isto o fato de que quando finalmente o navio chega no seu destino, o sujeito está num país com uma realidade bem diferente e distante da sua, e em geral sem dominar a língua do local. Fico observando os caras no navio olhando para a cidade, sempre com o olhar distante, pensando sabe-se lá em que.

Eu já me sinto incomodado quando estou numa roda de amigos onde não conheço o assunto tratado (por exemplo, em rodas sobre medicina ou psicologia), quem dirá estar num lugar em que nem a língua eu sou capaz de entender. Deve ser uma sensação muito estranha.

Certamente esse é o tipo de trabalho que nunca me chamaria a atenção, ainda mais por que eu tenho muito receio de mar. Até acho bacana a idéia de fazer uma viagem de navio, mas somente a passeio e jamais trabalhar com isso. Imagino ainda como deve ser estranho uma noite dentro de um navio em alto mar, com escuridão para todos os lados, pra piorar ainda mais a situação, com uma chuva bem pesada pra tornar o ambiente ainda mais sombrio.

Você sabia...

Que um navio, assim como uma embaixada é considerada um pedaço do país que ele representa? Desta forma para entrar no navio você precisa de autorização expressa do comandante do navio, e que no caso de algum fugitivo entrar dentro de um navio ou de uma embaixada, a polícia nada pode fazer. Neste caso, o procedimento a ser adotado é emitir um pedido de extradição.

Eu não sei...

Se a tripulação de um navio tem autorização para fazer um "tour" pela cidade. Considerando que no navio ele está em seu próprio país, então ele não precisa de visto para estar ali, mas a partir do momento em que ele entra em solo estrangeiro, ele precisaria de um visto. E aí? A tripulação pode andar pela cidade ou não? Aqui perto do porto eu nunca vi nenhum estrangeiro circulando pela cidade, o que me leva a crer que isso é proibido. Mas por outro lado, é sabido que esses caras usam os serviços das secretárias da beira do cais (nome bem bonito para as "prostitutas", né?), mas não sei até onde essa visitinha deles é dentro da lei.

Por hoje é só.
Vinícius Ronconi - Controlador do Fluxo do Porto

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Bons Sinais

Não consigo esconder uma imensa satisfação em ver o tal do José Carlos Gratz preso. Ele é uma figura como o ACM ou como o Maluf. Todo mundo levanta um monte de acusações contra estes indivíduos, mas poucas são aquelas que dão em alguma coisa. E ninguém até então havia conseguido colocá-los atrás das grades.

Pois agora parece que a casa começa a cair pro lado dele e de seus amigos. Um começa a entregar o outro, o próprio Gratz já assumiu parte dos desvios, mesmo que sendo apenas 1% do total desviado, mas já é alguma coisa. Acho que aos poucos esses podres serão descobertos e provavelmente vai ter mais cacique sendo exposto por aí.

Por mais que tenha gente por aí dizendo que ele tinha direito a muitas regalias na Delegacia da Praia do Canto, o fato é que o cara está PRESO. Pode fazer churrasco, ter TV 29 polegadas e o escambau a quatro, mas se o cara quiser sair dali, ele não pode. Passou o Natal e o Ano Novo sozinho na cadeia, enquanto eu fui pra onde eu bem quis (a saber - Natal em casa com os sogros e Ano Novo na casa dos meus pais).

Acho que todo mundo já ficou meio entediado por passar um fim de semana em casa sem muito o que fazer.. Imaginem então ficar preso, sem ter a oportunidade nem de ir na padaria comprar um pãozinho. O cara deve ficar bem perto de pirar o cabeção.

Da mesma forma que aconteceu com o Gratz, assim também tem sido com outros figurões nacionais, como o Juiz Rocha Mattos lá em SP, ou o próprio Maluf que volta e meia anda metido em encrenca. De uns tempos pra cá, esses caras tem pelo menos pensado um pouco melhor antes de fazer alguma falcatrua. Antes eles tinham a certeza que nada aconteceria, mas agora as coisas já não são bem assim.

Tá certo que tudo isso ainda é muito pouco, mas aos poucos vamos conseguindo progredir. O resultado das últimas eleições foi fantástico! Derrotas expressivas desses coronéis do nosso passado recente.. ACM humilhado em Salvador, Garotinho perdendo em Campos e várias outras cidades importantes no RJ, os Sarney lá no Maranhão. Tudo isso mostra que aos poucos o Brasil está aprendendo com os próprios erros.

Esse processo não acontece do dia para a noite. A Democracia no Brasil ainda é muito jovem, mais nova do que eu, por exemplo! A somente nas últimas eleições nós vimos que a alternância de poder na esfera federal não é o fim do mundo. Até então não sabíamos exatamente o que isso significava, e vimos que não é nada tão ruim assim. Pode até ser que alguns não gostem do PT ou do Lula, mas pelo menos hj nós sabemos que nós é quem damos as cartas, e que isso não signifca retrocesso, guerra, ou seja lá que outra catástrofe a Regina Duarte estava esperando.

A imprensa também tem adotado uma postura muito mais investigativa, trazendo à tona fatos como os já citados, e adotando uma postura isenta onde se espera (no caso de processos eleitorais). As próprias estruturas do governo foram aprimoradas, com controles externos, para evitar que eventuais corruptos no topo da pirâmide possam fazer qualquer irregularidade sem ter alguém no seu encalço.

Ainda é cedo para comemorar, mas aos poucos estamos encontrando o caminho certo.

Vinicius Ronconi - Acreditando no futuro do país

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Uma vida depois

A vantagem de não se comprometer com periodicidade de post é isso...

Apareço por aqui quase 4 meses depois como se nada tivesse acontecido e começo de onde parou, na maior cara de pau, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

O fato é que estou trabalhando agora num cliente que é aqui em Vitória mesmo, mas como nem tudo é perfeito, não posso mais usar ICQ, MSN ou Orkut. O jeito foi arrumar um novo vício, ou pelo menos recordar dos antigos.

Por enquanto é só.. Tirar a poeira desse lugar já é uma grande coisa.